NOTA DE IMPRENSA: POSIÇÃO DA UGT ACERCA DAS EXIGÊNCIAS DA TROIKA NA 11ª AVALIAÇÃO
14.04.2014
Ao longo do dia de domingo (13 de Abril de 2014), a
comunicação social foi dando informação aos portugueses do relatório da 11ª
avaliação da Troika ao Programa de Ajustamento Económico e Financeiro em curso,
designadamente da exigência em indexar as Pensões à evolução da economia e Ã
demografia.
A UGT lamenta a confusão instalada no paÃs acerca
de uma matéria tão delicada para milhões de pensionistas do Regime Geral de
Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações, que tão penalizados têm sido
nos últimos três anos com os sucessivos cortes e a aplicação de medidas como a
CES, que sempre mereceram a nossa rejeição.
O Governo transmitiu ao paÃs, através do Secretário
de Estado da Administração Pública, que essa exigência da Troika estava
plasmada no relatório de avaliação, algo que foi considerado um “erro†pelo
Vice-Primeiro Ministro e várias vezes não confirmado pelo Primeiro Ministro,
que sempre argumentou não ter o Governo ainda decidido o que vai fazer acerca
de eventuais cortes nas pensões.
Perante esta lamentável, e até degradante, situação
de indefinição e desarticulação Troika-Governo e até entre alguns governantes,
com discursos dessincronizados, importa que com toda a urgência, o Governo
esclareça sem tibiezas e com total transparência, onde está a verdade, e que acordo
ou compromisso assumiu com a Troika em relação a uma matéria onde, com
insistência, tem referido que não existirão mais cortes. Além disso queremos referir que a UGT se opõe a que
o cálculo das pensões de reforma seja indexado a dois fatores que, de per si,
irão provocar uma absoluta indefinição e incerteza nos valores a receber no
futuro pelos pensionistas, considerando que ambos os fatores apontados são de
tal forma voláteis e incontroláveis que não permitem, com fiabilidade, garantir
que os valores calculados em cada momento sejam mantidos e respeitados no
futuro.
Aguardamos os esclarecimentos do Governo e não
abdicamos de, em sede própria, contribuir com as nossas ideias e sugestões para
o encontro de soluções que garantam a sustentabilidade do regime público de
pensões. Lisboa, 13 de Abril de 2014
O SECRETARIADO EXECUTIVO DA UGT
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